Cansado. Não sei se essa é a palavra exata, mas é a primeira que me vem a cabeça.
Não sei se quero continuar.
As vezes me pego pensando em deitar, dormir e nunca mais acordar. Afinal já atingi meu objetivo.
Passei em uma universidade pública, não tenho mais o que fazer.
Porém, me falta coragem. Coragem para deitar e não mais levantar. Coragem para largar tudo.
Sou o ser mais miserável. Aquele que faz de tudo para poder se aproximar das pessoas, e que teme que elas o abandonem.
Pois é isso que ocorreria caso não fosse assim.
Sinto medo de ser solitário, tanto a ponto de fazer de tudo para agradar os outros; para manter as pessoas perto.
Mas nem sempre consigo. As vezes sou deixado pra trás como alguém, ou melhor, ninguém.
E isso não consigo aceitar. Tanta batalha, tantas mentiras ocultas no âmago de meu ser, tantas negações.
Pra nada. Pra ser esquecido com tamanha facilidade.
A luta para me manter íntimo de tantos de nada serve se sou excluído, trocado... Rejeitado.
Gosto de ficar sozinho. Se pudesse passaria os dias de minha vida trancado num quarto. Sozinho.
Gosto de sentir meu cheiro, de poder ser eu mesmo comigo. Sem máscaras.
Não conheço outro modo de viver se não o que sigo com unhas e dentes, não sei mais ser eu mesmo na frente dos outros.
Me perdi. Acredito que se for 'eu' ficarei sozinho. Sei que agradar a todos é impossível, faço o meu melhor.
Gostaria de poder ficar em casa como muitos, sem preocupações, sem trabalho, somente a vida a viver, os dias a passar.
Sem responsabilidade tudo parece mais fácil, e é.
Sou covarde eu sei. Mas quem não gosta de facilidade?
Quem não quer viver sem se preocupar?
Eu quero, queria muito. Todavia isso me é negado. Como o direito de ir e vir de um assassino, de um presidiário.
Reclamam da minha magreza. Sou anormal, eu sei. Mas me sinto bem assim. Tento agradar buscando ganhar peso.
Não consigo... Não... Não... Vida repleta de nãos. A que nível cheguei?
Só sei reclamar e nada mais. Acho que perdi meu talento em agradar as pessoas, em fingir ser um humano adorável a amigo.
Para poder tê-las comigo.
Assim eu me despeço. Não desse mundo pois me falta coragem, sou um covarde.
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